27/06/2010

Escrever faz bem?

Eu ainda não estou certa de que isso seja uma terapia, até porque nao desenvolvo muito bem meus conflitos internos. Me pego pensando que as vezes gastamos energia demais escrevendo coisas que só fazem sentido para nós mesmo, e bom, isso não é exatamente um desabafo.

Por isso que nunca quis fazer um diário, ou um blog diário, que seja.
Temos medo de nos expor, e isso torna as coisas confusas ao invés de salutares.
Talvez a conversa franca, e aberta, doa a quem doer seria mais produtiva, mas enfim, somos seres humanos e pensamos mais que falamos.
Proteção talvez, até porque falar tudo que pensamos poderia dar problemas sérios.

Mas no fim, as vezes faz bem sim escrever. E até reler algumas coisas que fazem sentido apenas para nós mesmos. Rever conceitos, ou se perguntar "o que diabos estava pensando quando disse isso".

Li em uma dessas jornadas de "auto-ajuda", ou "auto-desenvolvimento" (que eu prefiro chamar assim), que fazer um diário faz com que nós lembremos de pensamentos e atitudes... Dá pra refletir em algo que realmente está gravado. Que naquele momento era uma verdade e tanto.

A gente pode ficar feliz pois mudou de opinião, ou pode ser o contrário, mas no final, o que vale é a comparação.

Eu não me considero o tipo da pessoa organizada pra fazer isso diariamente, e nem teria tanto assunto assim. Afinal minha vida é uma rotina: Trabalho, filho, marido, casa, preocupações com tudo, e com quase todos.

Falar da vida alheia (que é parte da nossa) também não é algo que me agrada. Faz parte da exposição como eu disse antes.

Mas será que faz bem? E porque esta ladainha agora?

Porque eu vi um post da minha irma. Reli o blog dela inteiro hoje. Desde a fatidica data que ela falou, e algo me chamou atenção. A reflexão dela em 2006, não foi a correta, mas foi a que condicionou-a para os momentos posteriores.

E o que eu espero da "cavucação" dela, é que esta leitura auto-crítica, tenha-a feito perceber que as vezes a gente não se alegra com o que viu do nosso passado, mas dá forças e novas perspectivas. E a parte mais importante é não errar de novo. Escolher algo porque era a única alternativa VISTA naquele momento. Se pensarmos que só temos uma alternativa, ou uma chance, ou uma coisa de cada, não estamos certos.
A vida oferece um leque de possibilidades sempre, e no mínimo temos duas saídas. A terceira alternativa vem com a prática.

E quando não vemos duas saídas, melhor esperar que decidir coisas antes de ter a mente fria, e perceptiva para outras coisas.

Eu acho que faz bem, sim ter um diário. Não pra descrever suas subidas de escada diárias, mas para refletir seus pensamentos. Sentimentos. E isso é interno, claro, e não fará sentido para ninguém.

Mas rever essas coisas faz com nos sintamos "vivos", e aptos a escolher novamente, e diferente das escolhas anteriores.

Eu não tenho momentos pessoais no meu blog normalmente, pois o foco aqui talvez não seja o diário, mas o exemplo que eu vi hoje, me fez perceber que as vezes nossos pensamentos mesmo que não sejam diários, devem estar registrados em algum lugar. E ser revistos quando possível, de preferência alguma ferramenta de busca para identificar se já pensamos a respeito, e o que foi que pensamos.

Para minha linda irmã, desejo que ela veja esta decisão anterior como passado, e faça novas decisões, sabendo que a primeira não foi legal pra ela mesma. E pra mim, o que eu desejo é continuar aprendendo assim, como ela me proporcionou um aprendizado!
Muito obrigada lindinha! Conte comigo!




13/02/2010

Eis que a novidade bate a porta

A novidade da semana e dos próximos 9 meses e mais muitos anos é que a partir de agora, está decretado que terei mais um filhote.

Assustador recomeçar, passar por tudo de novo, mas ao mesmo tempo dá aquela sensação que estou cumprindo alguma coisa maior.

Há os que acham que é irresponsabilidade deixar uma criança nascer nesse mundo véio sem portêra sô. Há os que consideram bençãos. Há os que consideram como um obstáculo da continuação de sua própria existência.

Eu considero que é sim uma responsabilidade tremenda, educar uma criança num mundo em que as mães atualmente terceirizam a educação do berço por uma escola bem paga, com consideráveis SIM e poucos NÃO. Terceirizam o cuidado da alimentação aos mercados, e congelados. Terceirizam inclusive a dor do parto para a anestesia. Não querem ter trabalho, mas querem alguém pra exibir nas ruas, quando conveniente, dizendo que foi ela que fez.

Como se fosse um troféu! Um brinco, um pinduricalho qualquer que se compra em loja, e pendura no pescoço.

Graças aos meus bons pais que me deram oportunidade de nascer, e foram responsáveis, sou bem criada, e educada. Educação não se mede pela quantidade de palavrões que se fala, mas pelo respeito que se tem pelos outros. Meu unico limite para não respeitar é não ser respeitada. Mas me antecipo e respeito.

Isso é educação, e professor, mercado e babá não dão. Não são os responsáveis. Não serão responsabilizados pela sociedade quando o ente querido crescer e se tornar um mau elemento.

É meu compromisso com este novo ser, como tem sido com meu filho. E será sempre. Educá-los para que tenham respeito pelo próximo, e tratem as pessoas que os amam como tratam os amigos deles. Com todo respeito, com todo amor e carinho, pois é o que terão...

Só para completar, amor não quer dizer que farão o que bem entendem, farão o que for melhor para eles sob minha perspectiva do que é correto. E eu espero estar correta, seguindo os exemplos bons que vejo por ai, porque qualquer ser humano nasce com pelo menos um pingo de bom senso.

24/01/2010

Auto-crítica destrutiva.

Pode parecer fora do normal que eu venha aqui falar de mim mesma, até porque a minha opção era e sempre foi "falar das minhas opiniões" e visões do mundo como ele deveria ser (pelo menos sob meu olhar), ou ainda sobre qualquer coisa relacionada a terceiros, nada que eu pudesse de fato mudar, só apontar o famoso dedo indicador.

Eis que por incrível que pareca, achei importante falar dessa experiência, porque no fim das contas, eu aprendi muito sobre mim mesma, sob o dedo indicador de outro.

Obviamente eu recebo dedos indicadores o tempo inteiro, como todo mundo, mas eu filtro muito, e só aceito as coisas quando têm fundamento e lógica.

Pra resumir, nosso Mestre disse, pra recusar trocentas verdades, a aceitar uma mentira.

É como eu penso.

Introdução à parte, eu fiz um curso denominado "Habilidade de Comunicação e técnicas de apresentações". Foram apenas 2 dias, e eu sei em minha alma, que há mais sobre comunicação do que um curso de 2 dias poderia me dizer.

Eu ando numa busca incrível sobre mim mesma, fora do normal, eu sempre tive essa auto-investigação, mas nada que eu abra publicamente. Meu inferno, não é desse mundo!

Como todo curso, você faz aquela noção de que vai lá para um objetivo X OU Y, nada como um E entre os dois itens! A gente nunca pensa na possibilidade de E, sempre na restrição do OU.

Começa com a apresentação de você, o que faz, onde trabalha, e sua dificuldade de comunicação e suas expectativas para o curso.

Eu comecei a pensar no que diria, e cheguei a conclusão de que eu estava ali, para entender porque algumas pessoas me julgam previamente como Arrogante, Folgada, entre outras coisas que eu ouço esporadicamente, mas ouço. Principalmente no trabalho.

Na minha vez de apresentar, a camera me intimidou, ou meu próprio EU o fez, eu falei que eu queria identificar isso, e corrigir. Queria que ninguém me visse como arrogante ou coisas que eu jamais quis demonstrar.

Eu gaguejei enquanto terminava de explicar o porque estava ali. Me senti pressionada e talvez arrogante, senti como se eu estivesse errada, e tudo mais. Tremia feito vara verde! E eu tenho costume de falar as coisas báisicas sobre mim, mas a minha necessidade era maior naquela hora, e a emoção tomou conta.

A coisa interessante foi o feedback. O instrutor me disse:

-  Patrícia, não vejo arrogancia em você, vejo em você uma força, uma coragem, que um dia você precisou ter. Você precisou ser forte um dia, e você continuou, é uma fortaleza. O que eu vejo em você é paixão. Você fala o que acredita, você é apaixonada por isso, é a paixão que te move a falar. E você  não fala se nao acreditar no que está falando. Essa preocupação é digna, você se preocupa com o que as pessoas entendem de você e quer melhorar. E o que eu posso te dizer, é que você não deve deixar essa paixão, esta qualidade não posso te ensinar. A maioria das coisas que nós percebemos está dentro de nós, e eu tenho certeza que você vai achar o que te pressiona. Mas não deixa sua paixão de lado, ela é importante e é uma qualidade.

MÁGICO! Ele não me conhecia, nunca o vi na vida, mas ele sabia quem eu era!

E eu refleti, naquele dia, quem eu era, e porque estava preocupada com aquilo.

E eu achei, encontrei dentro de mim a resposta que eu precisava.

Me preocupo demais com os outros, e as opiniões alheias me afetam sim, quando alguém me interpreta mal. Não me entendem, me julgam mas não me conhecem.


E porque eu me preocupo? Porque eu de fato não quero, e não me sinto uma má pessoa. Mas sou de fato apaixonada! E isso deixa alguns longe. Eles não me querem perto, me criticam quando não estou próxima deles, porque tem medo da minha reação. Mas eu sou muito consciente, de que existe a ala que me ama, e a outra que me odeia, mas nao quero ser odiada!

E a conclusão que eu cheguei? Que eu me preocupo demais, com quem  na verdade não tem firmeza pra falar o que pensa, pra me confrontar, e me dizer o que acha que está errado em mim. E que eu não deveria me preocupar com estas pessoas, pois elas na verdade não tem nada sobre mim que possam argumentar e me fazer mudar.

Eu mudo com frequência quase absurda de opinião, desde que haja um excelente argumento que rebata meus pensamentos, e atitudes. Sou aberta a críticas construtivas, mas raramente elas chegam a mim.

Usei o curso como o meio de receber uma crítica, e não recebi. Recebi a confirmação de que não posso "agradar a gregos e troianos" antes de agradar a mim mesma. E eu me agrado!

Eu gosto de ser quem sou, e eu agradeço meus pais por terem me educado para ser sincera, com qualquer um que estiver no meu caminho, doa a quem doer!

E que doa a mim mesma, eu prefiro causar dor interna, a causar a externa. Mas até hoje, ninguém conseguiu me demonstrar que eu estou errada. A arrogancia que enxergam, quer dizer talvez simplesmente porque falo o que penso. E não nego o que penso.

Sou o que penso e se alguém se incomoda, se não me convencer com argumentos, eu estarei certa na minha realidade! No mundo e na vida como EU acho que deveria ser.


14/01/2010

Se alguem um dia me ler aqui


Fique sabendo que eu acho que 2010 será o Ano em que todos sentirão imensas saudades de 2009.

A julgar que estamos no dia 14-01, e que a coleção de coisas estranhas desde o primeiro dia do ano, estão acontecendo.

Variações de chuvas catastróficas, terremotos em todo canto, e a quantidade de casos de virose espalhados pelo Brasil.

Eu não sei se já temos doenças contabilizadas pelo mundo todo, mas essa historia do Haiti, é uma coisa que precisamos pensar.

No ano passado, um ano não tão longe assim, meu marido dizia que era balela esse negócio de aquecimento global.

Eu tenho lá minhas dúvidas ainda.

E quanto a 2012, parafraseando minha prima "Será que chegamos lá?"

10/01/2010

Quando você se questiona....

Auto consciência ou falta dela... Quando você se questiona se está no caminho correto. Se vale a pena viver a vida desse jeito. Ou de qualquer outro jeito.

E quando as respostas chegam finalmente? Quando você já decidiu, e só pode aceitar as consequências e fazer próximas escolhas.

Falei há um tempo sobre as escolhas alheias e como elas afetam sua vida. O problema é que você escolhe junto, aceitar a escolha alheia.

Nisso já é devidamente responsável e responsabilizado por tal coisa.

Engraçado é como lidam tão pacificamente com a história. Aprendi, uma frase interessante: "Você somente tem controle das escolhas, as consequências são leis naturais, e que variam da escolha".
(Ou algo muito parecido com isso).

A lição é, escolhendo ou não, haverá  uma consequência que não pode ser controlada, então o controle total da própria vida não existe. O mais importante é ser responsável 100% pela escolha.

Pelo menos assim penso eu.

Ou deveria pensar! E me acostumar com o fato que eu fui responsável por escolher a escolha alheia.

01/01/2010

O objetivo não é ctrl+c ctrl+v maaaaaaaaaaas essa merece!

Quem já prestou atenção nessa letra, ou mesmo conhece!
Da minha geração tenho a impressão que ninguém ou poucos já ouviram isso...

No terra tem o áudio, e eu conheci por causa da Fernanda Porto, e o remix dessa música em Drum&Bass...

Mas analisem e vejam como em 70 Chico já sabia, não controlamos tudo na nossa vida!

Roda Viva

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)


Lembra muito o tempo do qual dispomos, da vida em si, que é uma roda, gira, e leva sem nem questionar o que temos, e o que queremos.
E o que faremos com essa informação? Faremos o melhor, sem nos importarmos com as leis naturais, elas existem e são imutáveis. Acostume-se, mas trabalhe para que elas não te afetem!