Me peguei absorvida por uma matéria no jornal pela manhã.
Pensando, no que as pessoas esperam da vida, se já tem um conhecimento prévio, o minimo que seja, da vida.
Sei lá, eu penso que tem coisas que são obvias, e as vezes o óbvio é tão obvio que chega a ser burrice que ele nao existe.
A matéria era sobre pessoas que moravam a beira da linha do trem, e atualmente o tráfego em linha férrea de itens de importação e exportação aumentaram, e portanto as viagens acontecem também a noite.
E para minha surpresa, não era para comemorar o fato de que estamos nos recuperando da crise, que a matéria do jornal falava, era para representar a falta de sono dos moradores da região!
Considerando que não existem mais investimentos em linhas férreas HÁ ANOS, muitos anos, diria decadas... Considerando o fato de que quando esses amigos cidadãos se mudaram para lá provavelmente a porra da linha já existia, e estava lá estampado o sinal de que não pode atravessar a linha quando o farol está vermelho, e tudo mais que indica que ali trafegam trens, como é que esse pessoal pode reclamar na TV que os trens estão atrapalhando o maravilhoso sono deles?
Isso me parece as velhas e boas reportagens de São Paulo em épocas de inchente. O cara vai morar do lado do rio, mas a culpa é do governante, que não remove o rio dali, é claro!
É muito fácil remover o rio, porque senão eles vao passar por inchente!
Mas caraleo, o rio também já estava ali.
O pior cego é aquele que não quer ver, e o maior incoerente é o que reclama do que já sabia!