19/07/2016

Os meios importam - um pouco e às vezes

Vivo dizendo que não estou aqui para fazer amigos, e de fato não estou. Eu tenho um objetivo, sou orientada a tarefa, e este tipo de profissional é um dos considerados "difíceis".

Há um manual sobre isso "Como lidar com pessoas difíceis", há neste manual uma descrição minha - o orientado a tarefa.

Em geral é um trator (sou eu) que não se importa muito com os sentimentos dos outros (sou eu), mas que quer entregar a tarefa quase na base do "custe o que custar" (sou eu). 

Sim, eu sou uma pessoa muito difícil. Eu tento melhorar, mas a adrenalina pra mim é completar, executar, chegar naquele horizonte que me foi dado lá no início da tarefa. Eu quero o final. Os meios importam - um pouco e as vezes.
Não entenda mal: eu não mato pessoas e nem crio aquelas novelas pra derrubar ninguém. 

Inicialmente eu tento o método colaborativo: tamo junto, me ajuda pra eu te ajudar, eu quebro aqui, você ali. Mas tem gente que não funciona no colaborativo, aí começa a me atrapalhar e eu escalono. 
Sempre foi assim, e sempre foi assim que eu entreguei tudo que me dispus a entregar. 

A sinceridade: ela está em mim, não adianta. Eu posso até gostar de você, mas se na hora H você me atrapalhar, eu te escalono. Eu tenho mais paciencia com quem eu gosto sim. Em geral demora alguns segundos mais para partir do eixo de cima. 

Você arranca qualquer ajuda de mim, mas se eu perceber que tá me sacaneando: não tira nem mais um dedo mindinho de auxílio. Em geral demora pra eu me ligar que tá me sacaneando. Eu acredito no que as pessoas me dizem. 

E se você acha que eu sou uma pessoa difícil e orientada a tarefa só no trabalho, é pq não conhece a historia da minha mudança de casa em 2015, e outras tantas pequenas histórias sobre mim, como certificações, cursos, projetos e empregos. Eu sou o próprio "missão dada é missão cumprida". 

Eu sou orientada a tarefa, se eu acreditar na tarefa. Se a visão de concluir a tarefa for boa para mim: eu vou até o final.

Desculpe se eu pisei no seu pé por isso alguma vez, mas você estava no caminho e eu precisava passar.... 

20/07/2015

O medo do novo.... tênis

Eu tenho dois filhos, um atualmente tem 10 anos, e o outro 4 anos. Dois meninos. 

Lá em casa, sempre teve uma tradição: ter apenas 1 tênis para cada um. 

Isto porque eles dois, ressalva feita à questão genética que eu não imagino se influencia ou não, sempre tiveram o hábito de rejeitar veementemente o novo calçado.

O mais velho, atualmente recebe bem os novos calçados e até pede. Deixou de ser um problema mudar de tênis, mas até seus 5 anos por aí, a saga é exatamente igual à que passamos com o mais novo.

Todas as vezes que por qualquer motivo, precisamos trocar o calçado, seja um tênis ou um chinelo, o processo de "gestão de mudança" entra no jogo.

Argumentos dos mais variados são colocados na mesa: "não cabe mais", "o novo é mais bonito", "o novo é mais confortável", "toda vez que seu pé cresce temos que trocar o sapato", "vai ficar mais difícil para andar com este", "o seu pé vai doer bastante se não trocar".... Totalmente inútil... 

O calçado antigo tem que desaparecer para que o novo seja aceito. Não há nada que convença a criança de que será melhor o novo a não ser o desaparecimento do antigo.
A partir daí passa a ser questão de barganha: "coloque o tênis novo para sairmos...". Não adianta, enquanto tiver o chinelo velho, ele vai sair de chinelo, mas não vai colocar o tênis novo.

Até o ápice "não vai sair comigo se não colocar o tênis". Pronto, chora, reclama, sapateia... Pego a chave do carro, viro as costas, e de repente: "tá bom mãe, eu coloco o tênis".

Este comportamento dos dois, me faz pensar que a resistência a mudança não é algo apenas relacionado ao adulto, mas é instintivo. 

Os pequenos tem os motivos deles para recusar a novidade, e usando de analogia, todos tem sentido: 
- Tem que aprender de novo a correr com o novo tênis
- O conforto só é retomado depois de algum tempo de uso
- Tem que testar se o novo tênis não faz novos "ferimentos".
- Se o tênis novo não segue o padrão de formato dos anteriores, então fica mais difícil

A minha lista é longa... Eu imagino a dele... Se soubesse explicar, me daria pelo menos 200 razões para rejeitar o novo calçado.

O problema é que tem adulto, que não consegue dominar seus instintos, e perde muita coisa poderosa por não saber lidar com as mudanças.

Vai me dizer que você não conhece alguém que vive reclamando da própria vida, mas não faz nada pra mudar? Que reclama do trabalho, mas não coloca o currículo na praça. Que simplesmente não adota uma postura de transformar a própria vida.

Estas pessoas ter darão 200 razões para não mudar nada. Ou simplesmente vão dizer (é mais fácil) que a vida não é simples e que não podem fazer oque querem. 
Entra aí a família, os amigos, e tudo mais que se pode imaginar. 

Ontem comprei um chinelo novo para o pequeno. Ele fez todo o processo da mudança de novo. E eu, tão birrenta quanto ele, fiz a minha parte do processo como sempre.... 
Quando voltamos pra casa, ele me agradeceu pelo chinelo novo. Que era muito legal, que coube direitinho no pé dele, que gostou muito.

E eu fiquei pensando que isso é uma fase dele, mas que tem gente que ainda aos seus 40 anos não saiu dessa fase ainda.... E que depois que forçadamente a mudança ocorre, se pergunta porque não fez nada antes.

Eu prefiro abrir minhas portas, mudar o que for preciso, mas chegar onde eu quero sem empurrões do tipo. 
Tomara que meus filhos aprendam algo com isso! 

01/04/2014

Meus valores

O mais forte deles em mim: Não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem comigo.
- Não privilegiar ninguém, nem a mim mesma, sob quaisquer circunstâncias. Isso ainda entra no item 1, pois não aceito privilégios. 
- Dar oportunidade, mas não fazer por ninguém. Não gosto que me empurrem, não empurro ninguém. Ainda entra no item 1.
- Preparação vem antes da oportunidade, sempre. Depois vem a oportunidade, e se eu entrar nela, é porque estou preparada. Isso não é sorte. É a observação constante de onde posso estar, e estarei naquele lugar, porque é objetivo e porque me preparo para a oportunidade. 
- Não transferir minha responsabilidade para ninguém. Tudo na minha vida escolho eu, e quando a escolha é dos outros, eu posso ainda escolher como reagir. 
- Aceitar as consequências das minhas escolhas. Aceitar as consequências das escolhas alheias reagindo como eu escolhi. 
- Tudo tem ação e reação, causa e efeito. Não há como esperar boas consequências com más ações. Mas também não é possível esperar apenas bons efeitos com boas ações. Algumas vezes as reações partem de outro ser humano que não tem gratidão, que não pensa no item 1, que simplesmente não está ligando para as boas ações. É o egoísmo.
- Assumir meus defeitos e tentar melhorar, todos os dias, um pouco para eliminar o defeito. Se eu os desconheço, conto com quem está próximo e me ama para corrigir meu rumo (isso é feedback). 
- Ter empatia para entender que nem tudo é programado e planejado, aceito desculpas, desde que não se repita o erro. Errar é aprendizado. Persistir no erro é falta de respeito. 
- Aprender sempre e mudar de opinião com frequência necessária para evoluir. Não há evolução sem mudança.
São meus valores. É meu mundo.

07/03/2014

Dia das mulheres e meu eterno desencanto por este dia

A desigualdade para os gêneros, me é um calcanhar de aquiles. Sempre pensamos na lei maria da penha, nas questões de agressões fisicas de toda ordem, mas mulheres que morrem espancadas, estupradas com a desculpa de que são mulheres. Devem obedecer. Isso é selvageria. Ainda temos selvagens aos montes. Enfim. Tema cheio de nuances, bem complexo mas que me faz pensar, criar leis, iniciar "lutas" por direitos. Eu quero lembrar, das pequenas e diárias agressões contra o gênero feminino, que por serem infinitamente menores que uma agressão física não são tidas com importância, mas quando você soma, identifica que as agressões não param por ali, no que tange a lei de Maria. - Mulher tem que usar salto alto. Se não usa, não é feminina... - Mulher tem que estar perfumada, maquiada, não pode ter espinhas, tem que viver na base de cosméticos ou se diz "que não se cuida". - Depilação para mulheres é vista como questão de HIGIÊNE. - Mulher tem que usar saias (homens não), e se não usa é mulher macho. - é muito mais cuidadosa que homens ao volante, mas tem uma piadinha específica "mulher no volante, perigo constante". - O mercado de trabalho divido em profissões femininas e profissões masculinas, e quando a mulher está fora do "circulo determinado pela sociedade" é mulher macho. - A mulher não tem as mesmas oportunidades de crescimento profissional pq vai ficar de licença maternidade - Tem o salário menor que o colega do lado com a desculpa que se ausenta para cuidar dos filhos, em muitos casos, essa diferença ocorre para mulheres sem filhos. - Tem que deixar a feminilidade de lado, se quiser ser respeitada no ambiente de trabalho. - Tem a tripla jornada, como se não bastasse ganhar menos. - Tem mais qualificação, é estatístico, mas não são levadas a sério profissionalmente, e novamente, ganham menos que os homens menos qualificados. - Não podem ter um dia cansativo, ter dor de cabeça, pois isso é só uma desculpa para não fazer sexo com o parceiro. Enquanto o outro gênero tem uma gripe, e morre em cima da cama por dias. - Já vi anúncios de emprego claramente definindo a preferência por homens, mesmo que o conhecimento e experiência solicitados sejam atendidos por mulheres. - Entre tantas outras que eu não consigo numerar, façam suas contribuições. Eu particularmente, ouço isso e ignoro, mas quantas são escravas dos esteriótipos acima? Ainda, depois de 10 anos na mesma área, tenho que provar que conheço tecnicamente (apesar de todas as minhas certificações) que sei o que estou falando. São as pequenas agressões que demonstram que não há igualdade entre gêneros. A sociedade não contribui em nada para diminuir esta diferença, e aí incluo mesmo as mulheres. As mulheres que criam os machistas, as mães que não ensinam que lugar de mulher é em qualquer lugar que ela quiser. Tenho dois filhos e os educo para não colaborarem com esta desigualdade de algumas formas: mostrando que eu mesma faço e estou onde eu quiser, não dando importância para a aparência mas para as ideias positivas, e dando a eles a oportunidade de fazer exatamente tudo que eu faço sem distinção. Fico feliz em ver na escola de futebol do meu filho, as meninas lá no meio, junto com eles, jogando bola. E jogam melhor que muitos garotos ali. Aptidão, e ambiente apropriado para educação, onde não há diferença e há oportunidade para todos e todAS. Assim, dois possíveis machistas não existirão mais.

26/02/2014

Um desabafo diante da superioridade

COF, COF COF, dá licença, COF COF. Tirando a poeira e as teias de aranha para escrever este post. 

E o motivo, é que aparentemente o único espaço em que você pode falar sem tomar pedra antes de terminar o que tem a dizer, é no seu próprio blog. 

"Falar em público sempre tem consequências e julgamentos", disse o professor de técnicas de comunicação da FGV.

Ele está correto. Em tempos onde é "direito" a liberdade de expressão, e as pessoas literalmente lutam por isso, é de espantar que a gente tenha que ficar preso no próprio blog pra falar. 

A unanimidade é burra. Há estudos sobre isso que comprovam que seguir a maioria não é inteligencia. Você pode morrer queimado por seguir a maioria. Experimentos do gênero feitos, e ainda estamos unânimes e querendo que todos tenham as mesmas opiniões que a gente.

Estou aqui lamentando, pois há uns dias, diante da discussão toda sobre redução da maioridade penal, expressei minha opinião em uma comunidade espírita. 

Fiquei com medo das reações. Não esperava por aquilo desde que me "desliguei" de um grupo no yahoo em que tínhamos pessoas dizendo que eram "espíritas ortodoxas". Seja lá o que for isso na cabeça dessas pessoas, o importante é saber que basicamente ali, se você não achava que espiritismo é ciência e somente ciência, você não era evoluído (oi?).

Não se ganha nada com estes rótulos, e nem mesmo com o rótulo de ser espirita ou não. Ninguém é superior por que leu ou conhece Kardec e as 5 obras. 

O que eu aprendi com Kardec foi a fé raciocinada, e quando me deparo com a interpretação literal de textos do Livro dos espíritos, eu me assusto.

Não porque não acredite nas coisas que ali estão escritas, mas aquilo não é cravado e serve de ponto único e exclusivo. Não é biblia, em que "se está escrito você tem que acreditar e ponto final". 

Estas obras não foram feitas com este intuito, e se você estuda atentamente a matéria, percebe que há muito mais conceitos sendo AINDA desenvolvidos e estudados. 

Tá no livro, não se discute. É tradução literal, sem interpretação, mas não se discute. 

Me baseando na pergunta 796 do Livro dos Espíritos (Capítulo VIII - Da lei do progresso / Progresso da legislação humana - perguntas de 794 a 797), afirmei que achava necessária a redução da maioridade penal, apesar de acreditar que não seria a solução para a criminalidade. 

A começar pela pergunta, a resposta óbvia é "NÃO, não resolve a criminalidade". Primeiro porque não há um único foco de criminalidade, e não é a maioridade penal que provoca toda a avalanche de violência. 

Outra coisa que me motiva a pensar assim, é que a maioria dos menores que se envolvem nesse tipo de encrenca, fazem a mando de algum adulto que argumenta que não pega nada pro menor. 

Ter uma lei, poderia dar motivos e argumentos para jovens não se meterem nessas coisas. Os jovens também sabem que "não pega nada pra eles". Mas se essa condição muda, o jovem também vai saber que vai pegar pra ele, e não se envolve nessas coisas. 

Opinião minha. Enfim, mas vamos ao que interessa. A tradução literal da pergunta. Primeiro ela inteira, e depois a minha interpretação por partes, já que somente aqui posso fazer isso.

796. No estado atual da sociedade, a severidade das leis penais não constitui uma necessidade?
“Uma sociedade depravada certamente precisa de leis severas. Infelizmente, essas leis mais se destinam a punir o mal depois de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas"

DEPRAVADO: adj. Pervertido, degenerado, corrompido. / &151; S.m. Bras. Indivíduo libidinoso, dado a depravações, imoral.

Vamos analisar se estamos em um mundo depravado ou não. Existem ainda os pervertidos, degenerados, corrompidos? SIM. 

Estamos TODOS nessa sociedade, fora da definição citada acima? NÃO.

É unânime a ausência de corrupção, a moralidade, em nossa sociedade? NÃO.

O que ocorreria, se supondo que a palavra DEPRAVADA não se aplica a nossa sociedade atual, pois foi escrita em 1800 (não estavam mais na idade média nesta época, pra deixar claro), eliminássemos todas as leis, já que não precisamos delas considerando que "não estamos numa sociedade depravada"?

Experimente fazer este exercício mental. Se não tivéssemos leis hoje, certamente teríamos MUITO MUITO MUITO mais violência.
O sentimento de impunidade provocado pela não condenação de figuras que não cumprem as leis, já demonstra que a violência aumenta em razão do não cumprimento da lei existente. 

Se retiramos é o caos. Mas faça o exercício mental de pensar que não precisamos das leis. 

Outra parte: "Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas"

Educamos na base? NÃO.
Todos as pessoas tem acesso a educação de forma igualitária? NÃO.
Nosso Estado provê educação, as famílias provêm educação? NÃO.
Os espíritas todos estão voltados para educação desde a base para a sociedade em que vivemos? NÃO. (isso me inclui, eu educo meus próximos, me educo, mas não há espaço ainda para apenas me dedicar a educação fora do meu círculo de influência).

Considerando todas as respostas colocadas frente à educação, ainda precisamos de leis rigorosas.

É mais que analisar uma pergunta e alegar que a interpretação está incorreta. Observe todos os itens da pergunta, faça perguntas diferentes dentro desta mesma. Use a imaginação e pense na nossa sociedade sem leis.

Pequenas corrupções como não devolver troco a mais, colar na prova, fazer bullying estão presentes em grande parte da sociedade. Não são criminosos explícitos. Mas retire as leis, e vamos ver no que dá. 

"Não somos espíritas porque somos os melhores, mas porque somos os piores".

Por ser pior, minhas opiniões não podem ser consideradas verdades absolutas. E se você acredita em verdade absoluta, e que está com ela, não devia estar sobre a Terra. Aqui é lugar de aprendizado para todos que aqui estão. 

"A ignorância é uma benção" eu sempre digo. Mas como se colocar nesta condição de ignorante se temos uma cabeça pra pensar, e meios de imaginar situações e cenários?

Não dá... Ninguém é superior a ninguém, e não poderíamos excluir e satirizar a opinião de outro porque não bate com a nossa "velha opinião formada sobre tudo".



29/07/2012

Depressão e preconceito

É evidente o número de casos de depressão, com necessidade de tratamento psiquiátrico entre pessoas a minha volta.

Felizmente, pra mim, eu já mudei de opinião com este tipo de doença. Assim como eu achava, a maioria dos doentes acredita piamente que não se trata de alguma doença, mas uma frescurinha, vai passar. "É falta de pia de louça pra lavar".

Eu pensava assim, que as pessoas ditas depressivas, entre outras doenças psiquiatras, estavam  na verdade com falta do que fazer.

Eu mudei de opinião, acho que depois de ver uma palestra de Divaldo Pereira Franco, há muitos anos atrás.

Eu acredito que o cérebro é um orgão, merece tratamento tanto quanto um rim, e ele pode dar problemas a ponto de ser tratado sim.

Diferente de qualquer outro orgão, não há dor envolvida em casos psquiátricos, então as pessoas até esquecem que esta parte do corpo é um orgão. Alguém que tem enxaqueca, faz tratamento e tem uma série de cuidados para não sentir dor no cérebro. Estas pessoas são compreendidas pela sociedade, elas tem problemas neurológicos.

"Psiquiatra é coisa de doido, desequilibrado, vai pro Juqueri". 

Estamos em uma era, onde tudo como a humanidade conhecia se alterou de forma brusca. O que levavam milhares de anos para acontecer, acontecem em dias. Não precisa ser um cientista para notar que nosso corpo não está preparado para alterações bruscas. A evolução, by Darwin, tem milhares de anos entre uma posição e outra até chegar no homo sapiens!

O que a gente precisa se livrar, é do preconceito. E a gente eu digo inclusive os doentes.

A maioria não quer ficar dependendo de remédio psiquiatrico, mas tomaria remédio para pressão ou rins sem problemas. 

E qual a diferença? É o preconceito, e nada mais. É normal precisar de remédio para pressão, é normal precisar tratar de tireoide, é normal tomar analgésico diariamente para a dor de cabeça. É normal tomar anti-concepcional, é normal tomar uma série de remédios, mas psiquiatrico não.

E as famílias e amigos ajudam e muito neste comportamento do doente. Enquanto há um que resiste à necessidade de remédios, o doente se sente sem apoio, por que se um acha que não precisa de remédios, este único com esta idéia dá a força necessária para o doente preconceituoso e para o doente que já não tem mais opinião própria sobre seu estado de saúde, ignorar até as recomendações médicas, enfim.

Engraçado que este resistente da família, ou o amigo, que critica e tem o preconceito, não percebe que não está ajudando em nada!

Cuidem dos seus pensamentos quanto a isso, tentem não ter preconceito ao ver alguém depressivo. Indiquem que façam uma avaliação. Pequenas depressões são normais, um dia de fossa, é natural e necessário pro ser humano.

O que deve ser considerado problema, são aquelas pessoas, que mudam completamente de comportamento e se mantém num comportamento inaceitável por muito tempo. Isso não pode ser tratado de forma superficial. Pode prejudicar a pessoa em longo prazo. E você que se diz amigo, que ama, tá esperando o que pra ajudar?

Mude seu pensamento, você pode ser o próximo depressivo, e será prejudicado por este pensamento fatalmente.

Felizmente eu mudei meu pensamento. Mas eu, sou só um beija-flor, fazendo a minha parte na história do incêndio.

22/02/2012

Deixar o capitalismo é sinal de evolução...

Uma coisa bate na minha cabeça há pelo menos duas semanas. 

Disse essa frase, com algum conhecimento de causa: "Não somos evoluídos o suficiente para deixar o capitalismo".

Na mesa do almoço a maioria ficou com cara de que não entendeu a colocação e eu expliquei, que acredito que o capitalismo defende o trabalho não apenas pelo trabalho ou pela sobrevivência, mas pela obtenção do maior conforto possível.

Eu acredito que o trabalho seja uma forma de dar passos rumo a evolução, acredito tanto que escrevi há um tempo sobre isso para uma revista jovem espírita!

Mas nós trabalhamos pelo dinheiro, e pelo que ele pode sustentar, não relacionado a sobrevivência apenas, mas aos luxos e glórias também. 

Eu não conheço muito a respeito das teorias do socialismo e comunismo, não posso comparar uma coisa com a outra tecnicamente, ou até dizer se é bom ou ruim.

O que percebo e é muito claro pra mim, que estes dois estão longe de acontecer aqui na terra, pelo simples fato de que eles preconizam (e estão corretos no meu ponto de vista) o trabalho pelo trabalho, para a sobrevivência e manutenção coletiva. Por um Estado maior, por uma nação.

Ninguém ainda é capaz de trabalhar pela sociedade, e ter sua função especificamente para manter este sistema. A incapacidade neste caso, é entendimento e conhecimento suficiente, e até ferramentas adequadas para não depender de dinheiro, moedas e trocá-las por bens de consumo.

Nossa sociedade ainda não está preparada para trabalhar pelo coletivo, e eu me incluo nisso. Primeiro penso na minha sobrevivência, no meu emprego eterno, e na especialização que eu preciso para que meu padrão de vida seja ao menos confortável, para mim e para meus filhos.

Não significa que eu seja consumista, o capitalismo não é apenas o consumo exagerado de coisas inúteis. Assim como socialismo e comunismo não são apenas flores, e quem vive pregando o comunismo, na sua grande maioria, acha que o comum é o alheio, mas não divide o seu com ninguém.

A julgar pelo modo que vive Fidel, num palácio, enquanto seu povo não pode nem sair de sua ilha, não entendo que estes líderes tenham algo a ensinar. Não são nem líderes.

Um líder nato do comunismo para mim? Jesus! Este sim, vivia mais pobre que seus mais pobres seguidores, e continuava trabalhando para todos.

Fazer o trabalho por trabalho, para mim é isto. 

E porque estou pensando nisso ainda depois de duas semanas? Pois eu quero fazer o trabalho pelo trabalho, e pretendo traçar minhas metas para chegar neste ponto ainda nesta vida!

Eu sei onde quero chegar... E então, a velocidade não importa!